O meu Cavaleiro da Luz (11/12/2025)
Ele não carrega uma espada, antes carrega um paninho de estimação inofensivo em sua mão.
Ele também não carrega um escudo, antes, uma proteção mais potente: o seu sorriso.
Ele não cavalga em um alazão branco, antes ele tem alguma dificuldade para se locomover, mas, assim mesmo, ele vai; ele vai em frente, ele sempre vai.
Quando a gente não acredita, ele vai.
Quando a gente tem medo, ele sorri, ele vai.
Quando a gente tem medo, o seu olhar é de coragem, ele vai.
Quando a gente perde a paciência diante das circunstâncias mais desfavoráveis, ele nos olha com seu olhar firme e calmo.
Quando dói, ele aguenta. Que valentia!
Pede ajuda, mas, no final das contas, quem está ajudando a todos que estão ao seu redor, sejam bons ou sejam maus, é sempre ele.
Quando vejo seu comportamento, sempre me lembro de um livro que li há muitos anos, “O Último Justo”, de André Schwarz-Bart, o livro que levei mais tempo para ler em minha vida; foram longos meses, lendo-o dentro de um ônibus lotado, na ida e na volta… meses.
Eu olho para ele e agora já não sei se ele é mesmo um cavaleiro da luz ou se é um dos últimos justos, que andam ocultos por aí, conforme ensina a tradição judaica romantizada Schwarz-Bart.
Seria ele os dois?
Eu o vejo como aquele menino, sempre menino, menino grande, que vai sempre se colocar entre o grupo que está destinado a proteger e os seus agressores.
O seu corpo é um anteparo, mesmo que esse papel, na prática, só lhe traga sofrimento.
Mas ele vai, porque a missão é honrosa, e quem serei eu para um dia entendê-la? Eu só posso intuir e reconhecer, com a admiração e o amor mais profundos, dos mais transcendentais que se pode ter por alguém.
É o verdadeiro herói, o meu herói.
Ele segue, continuará seguindo, com o sorriso no rosto independente do que aconteça, à nossa frente, nos protegendo, porque é assim que os heróis fazem.
Obrigado, Dudu, por ter a oportunidade de compartilhar esta existência com você.
E que seja longa a jornada.
(Em 11/12/2025)